Como já dizia

Natália

O Cordel do Fogo Encantado:

Preta
Leva teu xale azul
De seda branca e azul
Que vai chover…

A voz da ciência

Leio a seguinte notícia no UOL:

Casamento de feio com bonita ‘tem mais chance de dar certo’
Um estudo de cientistas americanos indicou que casamentos têm mais chance de dar certo quando a mulher é mais bonita que o homem.
A pesquisa, conduzida por uma equipe de psicólogos da Universidade do Tennessee, analisou como a diferença entre o “nível de atratividade” dos parceiros se relaciona com a satisfação de um casal.
Através de entrevistas com cerca de 80 casais recém-casados, os cientistas perceberam que a beleza teve efeitos “robustos e universalmente positivos” no início dos relacionamentos.
Mas, nos casamentos que se seguiram, “os homens mais bonitos estavam menos satisfeitos”, eles escreveram, em um artigo publicado na revista científica Journal of Family Psychology.
“Os homens mais bonitos que suas parceiras demonstraram tendência a oferecer menos apoio emocional e prático às suas mulheres”, avaliou o professor James McNulty, que coordenou o estudo, segundo o jornal britânico Daily Mail.
“Homens mais bonitos têm à disposição mais possibilidades de relacionamentos de curto prazo, o que os torna menos satisfeitos e comprometidos com o relacionamento.” No artigo, os pesquisadores afirmam que níveis similares de beleza foram importantes no início do relacionamento – mas foram perdendo importância à medida que a relação evoluía.
Segundo eles, “ambos os parceiros se comportaram mais positivamente em relacionamentos em que as mulheres eram mais atraentes que seus maridos, e negativamente nos relacionamentos em que os homens eram mais atraentes que suas mulheres”.

Dado que todos aqui do Samba-canção estão cansados de saber que não existe homem bonito, acho que, pelo bem da coletividade masculina, a pesquisa acima deveria ser impressa em centenas de folhetos a serem jogados de helicóptero nos locais de C.C.G (Conhecida Concentração de Gostosas).

A formação do homem

“O homem sempre é formado por uma mulher. Ele é alimentado e vestido pela mãe. Na adolescência, ele começa a se pautar pelos gostos das garotas que pretende conquistar. Se gostam de um surfista, ele vai ser surfista. Se gostam de um tipo intelectual, ele vai começar a ler. A gente se pauta pelo que pode agradá-las.”
Marcelo Rubens Paiva, em entrevista de 2004 na época do lançamento de seu romance Malu de Bicicleta.

Aprendeu tomando na cara

Leio o seguinte artigo e não consigo evitar duas reflexões:

Mulher processa aérea após homem ejacular em seu cabelo
A americana Centava Dozier, do Estado do Texas, apresentou uma ação judicial contra a companhia aérea American Airlines. Ela quer uma indenização de US$ 200 mil porque um passsageiro se masturbou ao seu lado, ejaculando em seus cabelos em seguida. As informações são da Fox News.
Centava, 21 anos, estava indo a Los Angeles para visitar amigos e a família. De acordo com os documentos do processo, ela teria sentado em um lugar da aeronave cuja poltrona vizinha estava vazia e adormecido em seguida.
Quando acordou, ela teria encontrado uma substância estranha em seu cabelo e um homem se masturbando ao seu lado. Centava teria, então, chamado a equipe de bordo e pedido ao homem que ele retornasse ao seu lugar.
Mas, segundo ela, a equipe de bordo não teria tomado nenhuma atitude a respeito do masturbador. A companhia aérea alega que as medidas adequadas para a situação foram tomadas e que o homem foi detido quando o avião aterrissou.
Redação Terra

A primeira é que a moça não cuidou onde centava

A segunda é que para uma mulher com esse nome, essa ação tá meio cara, não?

Você… Ela… Você… Ela…

Então, é aquilo.

Você chega em casa depois do jogo de futebol, suado, querendo um banho, mas ela quer contar sobre a blusa que viu na Makenji. Você senta no sofá para assistir à partida do teu time do coração e ela pede para trocar para Desperate Housewives – ou, o que é pior, Brothers & Sisters. Você pega uma cerveja bem gelada, que escorre aquela gota ao redor da lata, e ela afirma como se fosse phD em nutrição: “Depois não sabe porque está com essa barriga”. Você quer tomar um McShake, tranqüilo, na praça de alimentação do Shopping – já que a barriga está ali, vamos cultivá-la -, mas ela insiste em ir te mostrar a blusa da Makenji.

E tantos você… ela…, você… ela… Não me espanto que existam tantos homens solteiros, ultimamente.

Sob nova administração

Eu já havia comentado isso, por alto, na antiga encarnação do Samba-Canção (rimou, mas não era a intenção – ih, aconteceu de novo). Como estamos retomando nossas atividades, achei que rendia uma boa oportunidade de discussão essa tese furada na qual venho pensando há um bom tempo.

Mulheres não conhecem aquilo que em gerenciamento de serviços públicos se chamaria de “gestão de continuidade técnica”, ou seja: quando troca um governo, o que tem funcionado bem de um jeito e não é um tema ideológico de grande relevância, tu deixa assim. É algo que raramente acontece, na prática, mas em teoria seria uma grande contribuição para o aperfeiçoamento das gestões democráticas.

Já com mulher o papo é outro porque elas simplemente não conseguem NÃO ver um tema ideológico de grande relevância em qualquer coisa. Vamos passar da abstração a uma construção mental mais empírica: ao longo da vida de um homem, todas as mulheres mais próximas que cruzarem seu caminho vão ter exigências e imposições a fazer sobre seus hábitos, modos de vida, estilo de vestuário, comportamento social, gostos estéticos e sobre os métodos e a periodicidade com que o vivente limpa e arruma sua casa. Diacho, elas vão palpitar até sobre a mobília.

E nós, homens, como criaturas afáveis e muito isentas de frescuras que somos, pelo bem da causa (a causa em questão o relacionamento que tu mantém com a tua guria, aquele mesmo que elas próprias nos acusam de não levar a sério muitas vezes) aceitamos algumas ou até a maioria delas, já que para nós não faz lá muita diferença – é assunto ideológico de pouca relevância.

Aí um dia, dado que tudo acaba, acaba também por enes motivos o relacionamento com aquelas mulheres que passaram um tempão tentando te doutrinar – e que, no balanço do namoro, até conseguiram, em vários aspectos. O motivo não importa, já que a variação é pouca: ou elas enchem muito o saco do sujeito e levam o bilhete azul ou elas mesmo se cansam e põem o pé na estrada.

E aí ficam pra trás um ou dois hábitos adquiridos ao longo de um certo tempo de convivência: arrumar a cama no inverno com o lençol ao contrário, para puxar a parte que ficou pra fora das cobertas e dobrá-la do lado certo sobre os cobertores. Pôr o papel higiênico com a tira saindo por cima do rolo – ou pra baixo. Adoçar muito o café. Fazer café sem açúcar. Fazer chimarrão com gengibre na água quente. OU com erva doce misturada à erva. OU não fazer chimarrão quando ela está junto, porque ela não toma. Beber todas junto com ela. Beber pouco quando com ela porque ela não bebe, ou não gosta de cerveja, ou só quer beber vinho… Ou seja, pequenos rastros que ficam para trás.

E aí a vida segue. Aparece uma outra mulher, nova, fresca e cheirando a promessas.

E aí começa todo o processo de novo, com as minas investindo violentamente contra manias adquiridas de outros relacionamentos – manias que na sua arqueologia última podem ser escavadas camada a camada, mulher a mulher, até a criação que a tua mãe te deu na infância. Ou seja: metade das incomodações que a gente passa num relacionamento é movida pelo fato de a tua mulher estar tentando – ainda que muitas vezes a gente nem tenha mencionado isso – purgar de ti todas as mudanças realizadas na administração anterior para poder ela própria pôr as mãos à obra para fazer do jeito dela. Façam a pesquisa: mulher consegue comprar apartamento e simplesmente se mudar para lá, sem precisar fazer obras como “tira esta parede – abre uma porta ali – bota uns tijolos de vidro aqui – quero um armário embutido acolá”? Não. Elas precisam impôr o seu “toque pessoal”: que nem governante que assume desfazendo todos os projetos dos que o anterior de outro partido realizou.

Pior que namoros, diferentemente de governos, não têm uns três meses de “preparo de transição” entre uma gestão e outra.

Lizzi Benites

Será irmã da Renata?Essa beldade que atende pelo apelido singelo de Piu-Piu no Pânico na TV é gaúcha e esteve aqui na redação para divulgar a Sexy deste mês – em que é capa. Por causa do relatório da Segurança Pública do Estado para este mês, perdi de entrevistar a moça e matar uma dúvida que vem me perturbando. Eu acho que ela é irmã da Renata, uma vizinha que a gurizada simplesmente babava – a Lizzi, não a Renata, que era seca que dói. Não tive como conferir e tirar a dúvida, mas poderei conferir na revista muito mais do que a turma sempre sonhou babar.

Brasil mostra a tua… cara?

Anos e anos de trabalho do Sebastião Salgado não produziram uma imagem que resumisse o Brasil tão bem quanto esta:

A Mulher-Melancia (cujo mérito, dizem os jornais, é ter um rabo de 1,20m de circunferência) posando numa laje, em uma imagem emoldurada por sacos de cimenticola, um pouco mais abaixo, um varal com biquínis de calcinhas.

Voltamos

Depois de um período de inatividade, o Samba-canção está de volta.

Já se ouve o som do serrote preto.